Como estimular a criatividade

A criatividade é uma habilidade que pode ser desenvolvida por todos nós, então nesse artigo vem saber como estimular a criatividade.

Muito se ouve falar sobre como a criatividade é uma característica fundamental para um profissional completo, mas várias pessoas julgam nem mesmo ter potencial criativo e muitas vezes não sabem nem por onde começar para desenvolver essa característica.

Ao longo da minha trajetória profissional, sempre tive bastante interesse pelo campo criativo. Seja na criação de artes gráficas em ferramentas como Photoshop, no desenho de campanhas personalizadas de marketing e comunicação, na redação de textos e artigos para blogs e até na construção de novos produtos e serviços, construí uma relação próxima com a criatividade.

Apesar de identificar a importância da criatividade em várias atividades e aspectos do meu trabalho, sempre percebi que as pessoas ao meu redor identificavam essa característica mais fortemente em atividades que entregavam como resultado uma “obra de arte”.

O que notei é que grande parte das vezes em que alguém me cumprimentava com um “Nossa, você é muito criativo!” era por conta de alguma imagem bonita que eu tenha criado, alguma história interessante ou algum texto legal, e não em outros trabalhos que também tivessem envolvido esforço criativo.

É normal enxergarmos uma conexão forte entre criatividade e artistas dedicados a compor músicas, pintar quadros, escrever poemas ou coisas do tipo, mas a verdade é que embora esse tipo de pessoa realmente tenha uma grande capacidade criativa, essa característica também pode se manifestar em outros tipos de atividades não tão artísticas.

O Dicionário Oxford, por exemplo, define criatividade como a característica de inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar, quer no campo artístico, quer no científico, esportivo e assim por diante.

Aplicar a criatividade em nossas vidas pode ser muito útil para conseguirmos alcançar resultados melhores nas mais diferentes tarefas, e a capacidade criativa não deve ser tratada como uma característica inata, mas sim uma habilidade que pode ser exercitada e estimulada por cada um de nós.

No livro “DNA do Inovador: Dominando as 5 Habilidades dos Inovadores de Ruptura”, os autores Jeff Dyer, Hal Gregersen e Clayton Christensen apresentam cinco elementos que contribuem para o desenvolvimento do processo criativo. Tomando cada um desses elementos como base, vou compartilhar agora um pouco da maneira com que eu lido com a criatividade na minha vida, e espero que ajude você a também exercitar essa habilidade.

Capacidade de associação

Esse elemento diz respeito ao ato de conectar de maneira lógica duas ou mais informações que eram inicialmente desconexas.

Algo que acredito ser de grande importância para desenvolver a capacidade de associação é a construção do seu próprio repertório de informações. Sempre procurei consumir diferentes tipos de conteúdo como forma de conhecer coisas novas, experimentar tópicos desconhecidos e expandir a minha própria visão de mundo.

Um exemplo prático é o meu relacionamento com música. Sou uma pessoa apaixonada por música, e tento sempre consumir canções dos mais variados gêneros, seja rock, pagode, funk, sertanejo, metal, MPB e por aí vai. Atualmente a banda que eu mais gostaria de ver em um show ao vivo é System Of A Down, mas ontem acabei encerrando o dia com uma playlist recheada de Sidney Magal, Los Hermanos e Jorge Vercillo. Alguns dias atrás tive um estalo mental de como é engraçado que Arlindo Cruz concorde com o pessoal do Queen que o show tem que continuar. Quando vou usar essa informação? Na hora achei que não servia para nada, agora vejo que já foi útil para exemplificar um ponto desse artigo.

Hábito do questionamento

O livro também traz a importância de cultivar a curiosidade e o questionamento como parte da sua vida para desenvolver a criatividade.

Exercite o hábito de perguntar sobre as coisas ao seu redor. Pergunte sobre assuntos que você não entendeu totalmente mas também procure investigar e saber mais sobre pequenas coisas que aparecem no seu dia a dia. Além disso, tente imaginar novos cenários seguindo as perguntas “e se”. E se eu mudar isso? E se eu fizer assim?

Sinceramente eu demorei para perceber essa característica questionadora, mas enquanto escrevo esse parágrafo consigo lembrar claramente mais de uma ocasião em que recebi um elogio ou feedback positivo no ambiente profissional por estar constantemente perguntando sobre as coisas.

Observação ativa

É importante desenvolver uma observação atenta ao ambiente, buscando encontrar e analisar diferentes detalhes que fazem parte de algo maior.

Acredito que esse elemento esteja intimamente ligado aos dois anteriores, pois intensificar a observação permite que tenhamos cada vez mais informações para novas associações criativas e questionamentos sobre o status quo.

Evite fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Esteja totalmente presente e com a concentração focada na atividade que você está fazendo no momento. Evitar distrações e forçar a atenção dedicada vai te ajudar a perceber minúcias e detalhes que normalmente podem acabar passando batido.

Desenvolva o networking

Mais um elemento que tem uma grande relação ao processo de associação e questionamento. Fazer networking significa aproximar novas pessoas e ideias da sua produção original para avaliar e complementar seu trabalho.

Cada pessoa tem uma bagagem única e uma maneira própria de enxergar e interpretar o mundo ao redor. Buscar novas opiniões e pontos de vista pode não ser algo fácil de fazer, mas sem dúvidas pode contribuir muito para o resultado final dos seus esforços.

Constantemente me pego resistindo a algum feedback ou opinião divergente da minha, e é um exercício diário aprender a absorver as opiniões e ideias de outras pessoas para tentar associar isso ao meu próprio trabalho e criar algo novo dessa combinação.

A importância do networking também é evidente nos famosos grupos de brainstorming, onde várias pessoas se juntam para discutir e oferecer ideias sobre um mesmo assunto. Essa prática permite que múltiplas visões de mundo se combinem instantaneamente e sejam lapidadas em conjunto, muitas vezes chegando em um resultado final que dificilmente seria alcançado por um indivíduo sozinho.

Cultura de experimentação

O último elemento trazido pelo livro, a experimentação diz respeito ao hábito de testar coisas diferentes e explorar novas possibilidades.

Ainda com o exemplo do brainstorming, acredito que a grande maioria das ideias podem ser aproveitadas de alguma forma. Enquanto várias pessoas estão discutindo em grupo, você pode sentir alguma timidez ou vergonha de compartilhar sua ideia e ela ser julgada negativamente. Eu tinha esse medo, e o que me fez mudar esse pensamento foi quando eu trabalhei em uma agência de marketing. Na minha primeira reunião de brainstorming eu tive uma ideia mas senti vergonha de compartilhar no meio da discussão e decidi ficar quieto. Literalmente no minuto seguinte o meu chefe deu exatamente a mesma ideia que eu havia pensado e todos gostaram.

Quando estou criando alguma imagem ou texto, por exemplo, frequentemente me pego pausando uma linha de pensamento para criar uma nova versão daquilo testando uma nova possibilidade, e na maioria das vezes acabo seguindo com esse novo caminho.

Como estimular a criatividade

Não tenha medo de experimentar. Explore novas alternativas, faça coisas diferentes, elabore protótipos e procure mais liberdade durante seu processo criativo. O pior que pode acontecer é você descobrir um caminho que não funciona, e assim em suas próximas ideias você pelo menos já sabe o que não fazer.


Esse texto não chega nem perto de ser um guia definitivo sobre criatividade, mas espero que a minha experiência com o assunto consiga ajudar você a explorar um pouco mais do seu potencial criativo. Se quiser conversar sobre o assunto, pode me chamar no LinkedIn para bater um papo.

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Veja mais sobre o autor

Matheus Torrano

Apaixonado por criatividade e inovação, busco maneiras de tornar as vidas das pessoas mais felizes com o meu trabalho.