Lições e desafios do ISA e o que você pode aprender com eles

Vivemos muitas coisas em um ano e meio de operação do ISA – e aprendemos o dobro. Compartilhamos nesse blog post toda a nossa experiência com a implantação desse modelo no Brasil e os desafios do processo. Vem ler:

A Provi traz desde sua fundação o objetivo de financiar momentos transformacionais para a carreira das pessoas. Para realizar essa meta, buscamos referências e modelos ao redor do mundo para entender estratégias de facilitação do acesso à educação que realmente funcionam – e foi assim que conhecemos o ISA.

Como falamos neste post aqui, o ISA surgiu em 1950 nos EUA, e também é aplicado em países como Nova Zelândia, Austrália, Peru e Colômbia, por exemplo. De forma sucinta, Income Share Agreement é um acordo de sucesso compartilhado, onde a instituição de ensino se compromete a oferecer cursos de altíssima qualidade que tenham como foco proporcionar a entrada ao mercado de trabalho, e o aluno que contrata um curso nesse modelo só paga por ele quando começar a ter resultados desse investimento: ou seja, quando estiver empregado e recebendo uma remuneração mínima previamente acordada.

Provi e ISA: uma união de sucesso

Já deu para perceber que o modelo do ISA vai totalmente de encontro com o nosso objetivo inicial. Um dos primeiros desafios que enfrentamos quando decidimos trazê-lo para o Brasil foi compreender as questões regulatórias e burocráticas que envolvem a aplicação desse modelo – ainda mais considerando que, naquele momento, ninguém sabia o que era ISA por aqui.

Assim, o primeiro passo para começar a fazer acontecer foi criar uma forma contratual que fosse viável em todos os quesitos para escolas, alunos e, posteriormente, investidores e entidades financeiras (como o Banco Central) também. Entendendo todo esse cenário e as questões jurídicas e de escalabilidade envolvidas, lançamos nossa primeira turma de ISA em outubro de 2019.

Desafios e aprendizados que a estruturação de um novo modelo de financiamento estudantil gera

Durante o início da aplicação do ISA, o desafio era compreender quais eram os perfis ideais de curso, escola e aluno para entrar no modelo, além de, claro, entender se ele realmente funcionaria na realidade brasileira. Por isso, os testes iniciais foram feitos com recursos próprios, envolvendo muitas análises para confirmar se nossas hipóteses acerca dessa estrutura faziam sentido. 

A partir desse entendimento dos critérios necessários, construímos então os primeiros modelos de perfil de renda e comportamento para garantir a legalidade da aplicação. Assim que validamos a operação dentro de casa, passamos para a etapa de construir uma estrutura financeira que abraçasse o ISA e pudesse torná-lo escalável para quaisquer outros meios.

Um ano e meio após esses experimentos iniciais, já conseguimos comprovar diversas teses sobre a adesão do ISA no Brasil, mas falaremos sobre esse ponto daqui a pouco. Um breve spoiler: mais de 1500 alunos passaram pelo modelo e tivemos mais de 20 instituições de ensino como parceiras, nos mais variados cursos. Agora que fizemos a estrutura bombar (\o/), o trabalho está voltado para manter a qualidade, cuidado e apoio conforme estamos crescendo, sem perder o que construímos.

ISA Summit - Inscreva-se grátis

Income Share Agreement e seus benefícios

Ok, Provi, entendi o que é esse modelo e como ele funciona. Mas por que implantá-lo na minha escola?

Caso você esteja se fazendo essas perguntas, levantamos alguns pontos positivos que a aplicação do ISA na sua instituição trará:

  • Aumento da ocupação das turmas. O ISA é uma opção de financiamento muito mais inclusiva do que qualquer outro tipo de financiamento existente; logo, você poderá trazer alunos que, antes, talvez, não conseguiriam arcar financeiramente com seus cursos;
  • Diversidade para as turmas. Um dos resultados que a inclusão traz é fazer com que sua escola atinja grupos distintos, como o de pessoas muito jovens, periféricas, de baixa renda, que estão fora do sistema financeiro tradicional e outros, pautando o engajamento com questões sociais;
  • Tornar sua escola referência em empregabilidade. Com o ISA, você será capaz de atestar, através de números e casos reais, que a instituição está comprometida com a qualidade do ensino e com o ingresso ao mercado de trabalho.

A verdade nua e crua sobre os desafios que o ISA traz

Como diz o ditado, nem tudo na vida é fácil, mas nada é impossível. Um dos nossos erros no processo foi pensar que tudo seria muito simples, mas não é – para nenhum dos lados, ainda mais no momento em que estamos vivendo. A sustentabilidade do ISA depende de que todos os envolvidos no acordo saiam ganhando; tanto a escola como o aluno (e a Provi, caso você decida ser nosso parceiro).

Segundo a Ana Baraldi, partner e head de Inovação aqui na Provi, a escola deve analisar o quanto está disposta a entrar nesse desafio:

“A escola que optar por oferecer o acesso a cursos através do ISA deve, antes de tudo, refletir, sem juízo de valor, sobre suas propostas de empregabilidade. A pessoa que optar pelo seu curso estará pronta para enfrentar o mercado de trabalho quando se formar? O que você já faz para ajudar na carreira dos seus alunos – os métodos aplicados realmente funcionam? E o que você ainda não faz, mas que vai precisar fazer para aderir ao modelo?”

Veja, as discussões sobre empregabilidade estão em alta atualmente – o que é muito bom, mas repetimos que, para o ISA dar certo, não basta só falar, tem que fazer (e para valer). Para isso, o curso ideal para o ISA é aquele que abrange assuntos tangentes ao conteúdo técnico, como: desenvolver soft skills, construir um plano de carreira, ter meios efetivos para proporcionar a conquista de oportunidades de trabalho, entre outros. 

Nós da Provi podemos te ajudar a fazer todo esse diagnóstico, através dos dados que coletamos dos nossos resultados, para facilitar sua decisão.

Um último ponto sobre a implantação do ISA: nele, o “8 ou 80” não rola. A escola deverá estar disposta a começar com um pequeno piloto para conhecer o modelo, a dinâmica e as relações, para que assim seja possível testar, validar e então escalar. Desta forma será possível entender se haverá – ou não – adesão futura ao modelo.

O que colhemos de mais positivo com o ISA até agora

Além de todos os ensinamentos que citamos aqui, a grande comprovação é que sim, o ISA funciona no Brasil! Para fomentar o número de alunos que citamos ali em cima, destinamos quase R$ 50 milhões para a estrutura; e dos alunos que ingressaram, por volta de 500 já se formaram e estão entrando no mercado e, mesmo com o cenário da pandemia, hoje após 90 dias de conclusão do curso temos 68% dos alunos empregados.


A Provi trabalha como viabilizadora do modelo de sucesso compartilhado, fazendo a consultoria para definir os critérios e para ajudar na decisão do curso que mais faz sentido; e também cuidamos de toda a parte jurídica e financeira, desde a validação até a cobrança.

Trabalhamos com prestação de serviços e com adiantamento de capital – no primeiro formato, a instituição e a Provi recebem assim que o aluno pagar. Já no segundo, nós adiantamos uma parte do capital antes do término de curso, e quando o aluno passa a pagar, fica uma parcela do valor para cada um dos lados.

Fazendo o ISA com a Provi você terá acesso a toda a nossa expertise e poderá focar integralmente em ensinar, porque toda a parte do financeiro fica com a gente. Juntos, podemos revolucionar a educação no Brasil

Vamos nessa?

Veja mais sobre o autor

Provi