Dica da Provi: a liberdade em nós

O Gustavo achou uma forma bastante inspiradora de encontrar a liberdade, e ele compartilhou a reflexão para todo mundo ver. Hoje é dia de dica da Provi!

Enquanto a quarentena não acaba, seguimos lidando com todas as restrições que nos fazem ficar em casa e perder grande parte da liberdade de andar livremente por aí e ir onde quiser sem se preocupar.

A dica de hoje foi enviada pelo Gustavo Campanholi, Analista de Crédito aqui da Provi, e ele compartilhou sua visão de como a arte pode ser uma forma de expandir os horizontes mesmo quando precisamos ficar tão restritos no dia a dia – além de um pouco da arte criada por ele mesmo.

A liberdade em nós

Acredito no poder da arte como ferramenta de liberdade e compreensão de nós mesmos e da nossa visão sobre o mundo. Em tempos de pandemia falar em liberdade é dúbio, mas há formas de encontrar um caminho saudável através da arte, seja ela escrita, tocada, etc. 

Freud já defendia, através de obras como “Autor e obra: um vínculo de mão dupla”, “A arte ensina a psicanálise” e “Arte, realidade e fantasia” argumentos de que é possível relacionar as obras com as experiências de vida dos artistas, possibilitando também entendimento de aspectos psíquicos do autor através de sua arte.

Complementando, a famosa teoria do iceberg do escritor Ernest Hemingway que caracteriza a mente humana dividida entre o consciente e o inconsciente, onde a ponta do iceberg seria a parte mais perceptível, já o restante, muito maior, seriam as informações e influências que absorvemos sem termos noção disso.

Existem formas de acessar e compreender o inconsciente, como o sonho, que segundo Carl Gustav Jung, o inconsciente é de caráter atemporal, ou seja, não segue o domínio do tempo, e ao nos enviar mensagens através dos sonhos se utiliza de vários contextos: desde momentos de nossa infância a imagens e vivências nunca vistas e vividas por nós que aguçam nossa curiosidade e nos despertam para um olhar profundo de nossa vida interna.

Para não perder a liberdade fica como dica a utilização da arte, seja como artista ou apreciador da obra, que possibilita conhecimentos e experiências que isolamento nenhum pode exterminar.

Como exemplo e dica de início, aqui deixo um poema meu sobre a liberdade, escrito em quarentena.

Hermético

Eu te ouço com os olhos
E respiro a tua calma
Te reconheço em meus sonhos
E me reviro por dentro da alma

Tu é fogo que me alastra
É perdão que se pede em vão
É canção que se ilustra
Pelas mãos de um artesão

A liberdade é página em branco
De uma fábula nunca contada
É mapa que orienta
Sem te dar as coordenadas

Sem a tua leveza,
Tácita e exuberante,
Meu eu nada em profundezas
Que, antes desconhecidas,
Hoje são apenas correntezas

Te bendigo por toda a parte
Porque mesmo sem rótulos,
Difamar tão bela arte
Seria um ultraje
A isto, prefiro a morte.

Gustavo Campanholi de Castro
Catanduva/SP, 12 de agosto de 2020


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Veja mais sobre o autor

Matheus Torrano

Apaixonado por criatividade e inovação, busco maneiras de tornar as vidas das pessoas mais felizes com o meu trabalho.