Educação financeira para jovens: o que é e sua importância

Saiba como incentivar a educação financeira para jovens e porque isso é importante para garantir um futuro melhor para as próximas gerações.

Se por um lado ouvimos cada vez mais sobre investimentos, bancos digitais e criptomoedas, por outro ainda existem muitas pessoas que têm dificuldade para lidar com questões financeiras básicas.

Gerenciar o orçamento pessoal ou familiar é essencial para garantir tranquilidade e qualidade de vida para qualquer um, mas infelizmente a maior parte das pessoas não recebeu a orientação adequada sobre esses temas.

Se as instituições de ensino não preparam os alunos para lidarem com as suas finanças, esses jovens também não serão capazes de orientar seus próprios filhos quando chegar a hora, criando um ciclo de despreparo que vem prejudicando gerações e gerações das famílias brasileiras.

Para mudar esse cenário, a solução é clara: investir em educação financeira para jovens.

O que é a educação financeira?

A educação financeira aborda e explica conceitos importantes sobre como organizar as finanças, tanto para conseguir aproveitar melhor o dinheiro, como para se preparar e lidar com imprevistos.

Uma boa educação financeira ajuda as pessoas a tomarem decisões mais conscientes sobre o que fazer com seu dinheiro ou até com o orçamento familiar, contribuindo para uma melhor qualidade de vida em geral.

Educação financeira não significa se tornar especialista em investimentos, bolsa de valores e no mercado financeiro como um todo, mas sim entender conceitos básicos e adotar práticas simples que aumentam a sua saúde financeira.

Alguns exemplos de pontos simples que a educação financeira ensina são:

Conhecimentos simples como esses podem fazer muita diferença no dia a dia, dando mais tranquilidade e controle quando o assunto é lidar com o próprio dinheiro.

Qual a importância da educação financeira para os jovens?

Apesar de a educação financeira ser importante para quem já é adulto e precisa cuidar do orçamento familiar, esse assunto continua sendo altamente relevante mesmo para pessoas mais jovens.

Além de ajudar os jovens a cuidarem melhor do seu dinheiro logo cedo, a educação financeira na juventude torna essas pessoas mais preparadas para passar esse conhecimento para as próximas gerações, impactando no futuro das famílias como um todo.

Quando pensamos nos benefícios diretos de se investir em educação financeira para jovens, alguns dos pontos que mais se destacam são: autocontrole emocional, a disciplina, organização e planejamento, autoconhecimento, gestão e inteligência financeira, responsabilidade social, autonomia e independência, e visão analítica.

Autocontrole emocional

Ter mais controle sobre as próprias finanças ajuda os jovens a serem mais donos de si mesmos, contribuindo para o desenvolvimento do seu autocontrole também em outras situações.

Disciplina

Entender quais são as limitações de gastos de acordo com o dinheiro recebido estimula a disciplina para equilibrar esses fluxos financeiros.

Organização e planejamento

O estabelecimento de metas financeiras estimula o planejamento de médio e longo prazo, incentivando a organização dos jovens para alcançar seus objetivos.

Autoconhecimento

Ter responsabilidade sobre o próprio dinheiro faz com que o jovem entenda quais são as suas prioridades e objetivos, incentivando o autoconhecimento para tomar as decisões que mais fazem sentido de acordo com a sua situação e interesses.

Gestão e inteligência financeira

Assim como a educação financeira contribui para melhorar a organização e planejamento em geral, ela também ajuda os jovens a desenvolverem desde cedo maior habilidade para gerenciar suas finanças e tomarem decisões mais conscientes em relação ao seu dinheiro no futuro.

Responsabilidade social

A educação financeira permite que os jovens entendam mais sobre o destino e os impactos do dinheiro que gastam, ajudando a fazer escolhas mais responsáveis de acordo com seus próprios valores pessoais.

Autonomia e independência

Ter uma atitude de protagonismo em relação ao próprio dinheiro estimula a autonomia e independência financeira nos jovens, contribuindo para que eles se desenvolvam mais cedo e com mais segurança.

Visão analítica

Por fim, a visão analítica para entender a situação geral de suas finanças e tomar decisões melhores também é um ponto impactado pela educação financeira para jovens.

Como ensinar educação financeira para jovens?

Apesar de as instituições de ensino poderem atuar nessa necessidade e oferecer educação financeira, é importante que pais e responsáveis também incentivem o interesse e envolvimento dos jovens nesses assuntos.

Não é necessário ser nenhum expert em finanças para começar a ensinar educação financeira, e essa pode inclusive ser uma ótima oportunidade para quem não entende muito do assunto se aprofundar e aprender mais antes de ensinar algo.

Confira agora sete práticas simples que podem ser usadas para ensinar educação financeira para jovens.

Ensine a importância da poupança e economia

Uma prática básica para aumentar a saúde financeira é guardar dinheiro tanto para um objetivo específico quanto para ter uma reserva em casos de emergência, por isso é importante ensinar aos jovens a importância de economizar desde cedo.

Para ensinar essa importância, faça coisas como o tradicional cofrinho ou algo parecido e combine uma data para abrir em conjunto e ver quanto dinheiro vocês conseguiram poupar durante esse período.

Estimule a criação de metas de curto, médio e longo prazos

Outra maneira interessante de incentivar a educação financeira nos jovens é ajudar a definir metas e objetivos relevantes no curto, médio e longo prazos.

Entender quais são os interesses e desejos que os jovens pretendem realizar com seu dinheiro estimula a priorização desses gastos ao longo do tempo, o que também reforça a importância de poupar dinheiro para conseguir cumprir esses objetivos no futuro.

Faça com que anotem os ganhos e gastos

Um ponto básico mas importante da educação financeira é o controle sobre ganhos e gastos, e isso deve ser incentivado desde cedo para garantir que o jovem tenha consciência da sua própria situação financeira.

Acompanhar com atenção todo o dinheiro recebido e todos os gastos realizados permite ao jovem entender como funciona esse fluxo de entradas e saídas e, mesmo que os valores não sejam muito altos em um primeiro momento, esse conceito contribui para uma tomada de decisão mais consciente conforme esse jovem tenha mais e mais responsabilidades.

Incentive a leitura e estudos sobre finanças

Como já foi citado, tanto as instituições de ensino quanto as pessoas responsáveis pelos jovens podem contribuir para a sua educação financeira, mas também é importante incentivar o aprendizado por conta própria.

Desenvolver o interesse por ler e se informar sobre finanças é uma forma de garantir o aprendizado constante sobre esse assunto, o que é cada vez mais importante conforme a maneira como indivíduos e a sociedade em geral lida com dinheiro.

Converse sobre investimentos

Além de estimular o controle de entradas e saídas de dinheiro e a construção de uma poupança financeira, conversar sobre diferentes opções de investimentos é importante para despertar o interesse do jovem por assuntos um pouco mais complexos em relação às suas finanças.

Entenda e explique qual é a dinâmica dos investimentos e como eles podem ser utilizados tanto para gerar alguma renda extra quanto para proteger o dinheiro de efeitos negativos como os causados pela inflação.

Aplique a remuneração por atividades realizadas

Mesmo que os jovens ainda não estejam ativamente participando do mercado de trabalho, é importante que eles entendam a dinâmica de executar alguma tarefa para receber dinheiro – e a remuneração por atividades realizadas pode ajudar nisso.

É possível combinar uma remuneração para tarefas do dia a dia, como limpar a casa ou lavar a louça, e assim incentivar que o jovem seja responsável por algumas atividades domésticas e entenda como é necessário algum esforço para conseguir ganhar dinheiro.

Entender dívidas é parte responsável da educação financeira

Assim como os conceitos de receitas, gastos, poupança e investimento são importantes para uma boa educação financeira, também é necessário que o jovem entenda sobre dívidas e como elas funcionam.

Embora o endividamento possa ser perigoso quando foge do controle, as dívidas adquiridas de maneira consciente e bem planejada podem ser uma ótima ajuda para atingir seus objetivos.

Buscar um financiamento educacional, por exemplo, é uma forma de dívida que vai acelerar o seu desenvolvimento pessoal e profissional e, assim, contribuir para uma melhoria na sua qualidade de vida e na própria capacidade de quitar essa dívida.

Livros de educação financeira para jovens

Assim como mencionado acima, incentivar o aprendizado financeiro por conta própria e o interesse em assuntos relacionados às finanças é uma parte essencial da educação financeira para jovens que garante a atualização e desenvolvimento constante dos seus conhecimentos.

Por isso, aqui vão quatro exemplos de livros que podem despertar o interesse pelas finanças nos jovens:

O Investidor Inteligente

O autor Benjamin Graham é considerado um dos grandes consultores de investimentos do século XX, promovendo o conceito de “valor de investimento” e ajudando milhares de pessoas a evitar erros na hora de investir seu dinheiro e melhorar seu planejamento de longo prazo.

O livro “O Investidor Inteligente” foi publicado originalmente em 1949 e se consolidou como a bíblia dos investimentos, recebendo atualizações ao longo do tempo para garantir sua aplicabilidade aos tempos modernos.

Os Segredos da Mente Milionária

Neste livro do canadense T. Harv Eker, o autor discorre sobre mudanças comportamentais e princípios importantes para que as pessoas possam tomar decisões melhores sobre as suas finanças pessoais e sobre a maneira como lidam com seu dinheiro.

Alguns dos princípios citados pelo autor em “Os Segredos da Mente Milionária” são:

  • Ou você controla o seu dinheiro ou ele controlará você.
  • O hábito de administrar as finanças é mais importante do que a quantidade de dinheiro que você tem.
  • A sua motivação para enriquecer é crucial: se ela possui uma raiz negativa, como o medo, a raiva ou a necessidade de provar algo a si mesmo, o dinheiro nunca lhe trará felicidade.
  • O segredo do sucesso não é tentar evitar os problemas nem se livrar deles, mas crescer pessoalmente para se tornar maior do que qualquer adversidade.
  • Os gastos excessivos têm pouco a ver com o que você está comprando e tudo a ver com a falta de satisfação na sua vida.

O Poder do Hábito – Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios

De autoria de Charles Duhigg, repórter investigativo do New York Times, este livro mostra a importância de entendermos como os hábitos funcionam e como podemos agir para transformá-los.

“O Poder do Hábito” discorre sobre como os hábitos podem influenciar nossa vida como um todo, mas também abordando como nossas mudanças comportamentais podem trazer benefícios para as nossas vidas profissionais e, claro, para a nossa saúde financeira.

Os Axiomas de Zurique

Junto de “O Investidor Inteligente”, “Os Axiomas de Zurique” é considerado um dos maiores livros sobre investimentos de todos os tempos, de autoria do jornalista e escritor anglo-americano Max Gunther.

Neste livro, o autor conta como um grupo exclusivo de homens suíços no pós Segunda Guerra Mundial resolveu ganhar dinheiro com investimentos em diferentes áreas, de ações e imóveis a commodities e moedas estrangeiras.

Em “Os Axiomas de Zurique”, são apresentadas regras e princípios que esses banqueiros suíços colocaram em prática para diminuir seus riscos e aumentar os lucros dos seus investimentos – conceitos divididos em 12 axiomas principais e outros 16 secundários.

Como aumentar as vendas sem cartão de crédito?

A educação financeira deve ser parte essencial da formação dos jovens, e precisa ser não só trabalhada pelas instituições de ensino como também incentivada pelos pais ou responsáveis dessas pessoas desde idades mais jovens.

Investir em educação financeira para jovens é uma forma de melhorar não só a sua qualidade de vida no futuro como também contribuir para a formação de gerações mais bem amparadas e preparadas para lidar com questões financeiras quando for a hora.

Existem diversos benefícios em incentivar a educação financeira desde a juventude, como o autoconhecimento e a autonomia e independência, e mesmo quem não é especialista em finanças pode aproveitar algumas práticas simples para estimular esse conhecimento nos jovens.

Quem quer começar a entender mais sobre finanças ou mesmo aprofundar os seus conhecimentos na área financeira pode aproveitar os cursos oferecidos pelos parceiros da Provi e ainda contar com a nossa ajuda para investir no seu desenvolvimento sem demora e nem burocracia.

Clique aqui para saber como você pode investir no seu futuro com o crédito educacional da Provi e transformar a sua carreira o quanto antes.

New call-to-action

Veja mais sobre o autor

Matheus Torrano

Apaixonado por criatividade e inovação, busco maneiras de tornar as vidas das pessoas mais felizes com o meu trabalho.