Tudo o que rolou na primeira edição do ProviHack, o hackathon da Provi

Assim que a área de empregabilidade surgiu na Provi, o propósito de apoiar a entrada de perfis juniores no mercado de trabalho ficou claro. Tratamos com grande importância e senso de urgência todas as ações que desenvolvemos. Para nós, empregar é um assunto sério. Entendemos a empregabilidade não apenas como o resultado de uma nova habilidade ou competência técnica adquirida, mas também como a possibilidade de mobilidade social e independência financeira

Pensando nisso, temos cada vez mais discutido sobre a importância de olhar para recortes específicos quando falando de níveis de empregabilidade, uma vez que há ainda grande discrepância entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Especialmente olhando para o segmento de tecnologia

Entendendo o cenário de mulheres na Tecnologia

Em um estudo realizado pela ProgramaMaria em parceria com a CA Technologies, vemos que as diferenças entre homens e mulheres começam a ser impostas logo na primeira infância. O artigo traz dados de pesquisas realizadas por diversas instituições, entre elas, um estudo divulgado pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), onde 66% das meninas demonstram preocupação em enfrentar dificuldades em matemática, mesmo as que vão muito bem na disciplina. 

O que parece ficar claro é que meninas cada vez mais novas começam a se preocupar com seu desempenho quando comparadas aos meninos da mesma faixa etária. Além disso, quando falamos de ciências exatas, existe uma falta de preparo na hora de receber e reter essas meninas. 

Se por um lado, entre 2015 e 2019, a participação de mulheres na tecnologia teve um crescimento de quase 60%, somente no ano de 2020, 81% das mulheres de tecnologia afirmaram ter passado por algum tipo de discriminação de gênero. Dentro desse cenário, entendemos que são dois trabalhos distintos a serem feitos: 1) a inclusão de mais profissionais mulheres no segmento de tecnologia; e 2) um exercício de educação e manutenção para preparar o mercado de trabalho para receber essas mulheres. 

Focando em um passo por vez, para a primeira edição do ProviHack decidimos focar na evolução de mulheres em início e transição de carreira para as áreas de Desenvolvimento, Produto, UX/UI e Dados. Nosso objetivo foi o de promover um ambiente saudável, acolhedor e que pudesse impulsionar mulheres a desenvolver experiência prática em suas áreas de atuação. 

Desenvolvendo uma possível solução

A ideia do ProviHack Woman surgiu em uma conversa da PID, o Comitê de Diversidade da Provi. Isso já diz muito sobre o direcionamento que buscamos dar para o evento: um espaço acolhedor para que mulheres tivessem a oportunidade de experimentar uma dinâmica de trabalho em times, desenvolvendo projetos práticos e criativos que pudessem ser usados para apresentar habilidades e conhecimentos técnicos em seus portfólios. 

Desde o início, sabíamos que para além da possibilidade de gerar experiências práticas, queríamos gerar empregabilidade. Para isso, nosso foco também era o de apresentar perfis profissionais de mulheres para empresas apoiadoras do evento. Ao todo foram 10 empresas apoiadoras: Burger King, Credere, enjoei, Grupo Boticário, iugu, Pagar.me, Stone, Tecnologia Única, Wavy e ZUP. Empresas que nos apoiaram não apenas com a possibilidade de contratação das participantes, mas também com mentoras, profissionais de Recursos Humanos com dicas sobre mercado de trabalho, processos seletivos e contratações, juradas e, é claro, painéis sobre a cultura de cada empresa. 

Tivemos mais de 500 inscrições, com 120 mulheres selecionadas como participantes com o direcionamento de desenvolver um projeto para o desafio de “construir uma solução que use tecnologia para apoiar profissionais em início de carreira a conseguirem a primeira oportunidade de emprego.”  

Por dentro do ProviHack Woman

O ProviHack Woman teve 6 dias de duração, sendo 3 deles destinados à construção do projeto em grupo. As participantes puderam contar com mais de 40 horas de mentoria com pessoas especialistas do mercado. Além do acompanhamento de uma pessoa mentora fixa que esteve ao lado da equipe do início ao fim do projeto. 

Ao final de 3 dias, foram 20 soluções desenvolvidas pelos 20 grupos participantes. Nos dois últimos dias do ProviHack Woman tivemos um speed hiring (contratações rápidas), onde as participantes foram conectadas às empresas e tiveram a oportunidade de participar de entrevistas. Ao todo foram 206 entrevistas entre as 10 empresas e as 102 participantes que foram até o fim do evento. 

Atribuímos o sucesso do evento às participantes que se mantiveram engajadas em todos os momentos, participando ativamente dos painéis de desenvolvimento e do grupo no Discord. Além delas, às empresas que se colocaram em um lugar de flexibilidade para receber de braços abertos profissionais em início de carreira, proporcionando assim, oportunidades.

Nada como comemorar o mês da mulher contando um pouco sobre a 1ª edição de um evento que nos encheu de orgulho. Mulheres juntas, unidas em prol de um objetivo comum são potências! 

O resultado para as empresas

Ao longo dos dias de ProviHack, as empresas puderam acompanhar de perto o desempenho das participantes. Essa oportunidade de ver na prática as habilidades técnicas sendo aplicadas para solucionar problemas com certeza trouxe vantagens para o recrutamento

Cada empresa teve a possibilidade de indicar pessoas mentoras para acompanhar os times durante o desenvolvimento da solução para o desafio proposto. Com isso, a chance de testar competências técnicas e emocionais, em um cenário próximo à realidade dos times internos das empresas, fez com que fosse mais simples encontrar talentos. Até o momento, já tivemos participantes do ProviHack Woman contratadas em empresas que apoiaram o evento. Alguns dos processos seletivos ainda estão acontecendo. Entretanto, podemos adiantar que todas as empresas apoiadoras realizaram proposta para pelo menos uma participante.

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